Foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado, em 14 de maio, o plantio de cana-de-açúcar em áreas desmatadas da Amazônia Legal, com vistas a ampliar a produção de bioetanol. O projeto, proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), prevê também o plantio da cana nos biomas cerrado e campos gerais da Amazônia, além das terras desmatadas. Com cinco votos favoráveis, dois contrários e uma abstenção*, o projeto pode seguir diretamente para a Câmara, sem passar por votação pelo plenário do Senado, caso não haja recurso de pelo menos nove senadores.
O projeto determina que o plantio considere as normas do Código Florestal, aprovado em 2012, e observe critérios de sustentabilidade, como a proteção ao meio ambiente, a conservação da biodiversidade, o uso de tecnologia apropriada e a ocupação prioritária de áreas degradadas ou de pastagens. Porém, não fixa regras para fiscalização ou punições a quem desrespeitar tais determinações. "A única regulamentação mencionada no projeto é para a concessão de crédito rural e agroindustrial para o cultivo da cana, o que deve ser feito após a sua aprovação", informa notícia do jornal Valor Econômico.
A decisão tem sido combatida por diversos grupos (ambientalistas, políticos e sociedade em geral). O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) posicionou-se contra o projeto, defendendo que a proibição da cultura canavieira na região amazônica, prevista no zoneamento agroecológico feito pela Embrapa, deve ser mantida. Na mesma linha, contra o projeto, está também a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que publicou em 17 de maio uma coluna no jornal Folha de S. Paulo sobre o assunto. Marina Silva chama a atenção para a aprovação do projeto na mesma semana em que saiu a notícia de que o carbono na atmosfera atingiu a marca crítica de 400 ppm. E é incisiva em suas críticas: "As decisões sobre o desenvolvimento do país vão sendo tomadas, no governo e no Parlamento, sem estudos ou pesquisas, sem consulta nem participação, para conservar poderes oligárquicos".
Eis uma grande controvérsia da sustentabilidade do bioetanol. Vamos ver no que vai dar...
*Os senadores Ivo Cassol (PP-RO), Valdir Raupp (PMDB-RO), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Acir Gurgacz (PDT-RO) votaram a favor. Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Ana Rita (PT-ES) votaram contra, enquanto a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se absteve.
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terça-feira, 21 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Espectrometria de massas para biocombustíveis
O método de espectrometria de massas tem auxiliado pesquisas da Embrapa em biocombustíveis, com resultados promissores. É o que informa notícia publicada hoje pela empresa. A matéria destaca que, "nos trabalhos com etanol, os pesquisadores utilizarão a espectrometria de massas para desenvolver metodologias ultrarrápidas e com menor geração de resíduos para caracterizar duas matérias-primas promissoras para produção do combustível a partir de celulose e hemicelulose: o bagaço de cana e o capim-elefante".
A matéria informa que a Embrapa Agroenergia utiliza a espectrometria de massas em sua Central de Análises Químicas e Instrumentais para realizar pesquisas em metabolômica, utilizada para estudo dos produtos do metabolismo de um organismo. Em um dos projetos de pesquisa da empresa, os cientistas a utilizam para identificar as substâncias geradas pelas leveduras durante a produção do etanol a partir de diferentes tipos de açúcares. "Os pesquisadores utilizarão os dados obtidos para definir alvos de melhoramento genético dos microrganismos, de modo a empregá-los de forma eficiente na produção de etanol celulósico (também chamado de segunda geração ou 2G)".
Em março, pesquisadores da Embrapa foram à Alemanha para participar de treinamentos na empresa Bruker – fabricante de equipamentos – e realizar visitas técnicas a unidades do Max Planck Institute, na cidade de Bremen. Eles receberam treinamentos para utilização de equipamento e discutiram metodologias que podem ser aplicadas às pesquisas conduzidas na Embrapa Agroenergia, além da utilização de softwares para processamento de dados. Os recursos da bioinformática permitem analisar e processar muitos dados, como os gerados em estudos focados em metabolômica, que aplicam a espectrometria de massas em amostras com elevado número de compostos.
Os espectrômetros de massas conseguem identificar, caracterizar e quantificar grande variedade de compostos químicos presentes em diferentes materiais. "A principal vantagem da espectrometria de massas é o fato de ser mais sensível e seletiva do que outros métodos. Além disso, não exige grandes quantidades de amostras, podendo trabalhar até com concentrações menores do que as nanomolares. Dessa forma, é mais amigável ambientalmente, já que utiliza menos solventes e reagentes, gerando menos resíduos".
O emprego de espectrômetros de massas, metodologias de pesquisa avançadas e softwares de processamento de dados deverá resultar em maior eficiência na produção de etanol de segunda geração, favorecendo o biocombustível em termos econômicos, e redução do lançamento de resíduos no ambiente, com efeitos positivos do ponto de vista ambiental.
A matéria informa que a Embrapa Agroenergia utiliza a espectrometria de massas em sua Central de Análises Químicas e Instrumentais para realizar pesquisas em metabolômica, utilizada para estudo dos produtos do metabolismo de um organismo. Em um dos projetos de pesquisa da empresa, os cientistas a utilizam para identificar as substâncias geradas pelas leveduras durante a produção do etanol a partir de diferentes tipos de açúcares. "Os pesquisadores utilizarão os dados obtidos para definir alvos de melhoramento genético dos microrganismos, de modo a empregá-los de forma eficiente na produção de etanol celulósico (também chamado de segunda geração ou 2G)".
Em março, pesquisadores da Embrapa foram à Alemanha para participar de treinamentos na empresa Bruker – fabricante de equipamentos – e realizar visitas técnicas a unidades do Max Planck Institute, na cidade de Bremen. Eles receberam treinamentos para utilização de equipamento e discutiram metodologias que podem ser aplicadas às pesquisas conduzidas na Embrapa Agroenergia, além da utilização de softwares para processamento de dados. Os recursos da bioinformática permitem analisar e processar muitos dados, como os gerados em estudos focados em metabolômica, que aplicam a espectrometria de massas em amostras com elevado número de compostos.
Os espectrômetros de massas conseguem identificar, caracterizar e quantificar grande variedade de compostos químicos presentes em diferentes materiais. "A principal vantagem da espectrometria de massas é o fato de ser mais sensível e seletiva do que outros métodos. Além disso, não exige grandes quantidades de amostras, podendo trabalhar até com concentrações menores do que as nanomolares. Dessa forma, é mais amigável ambientalmente, já que utiliza menos solventes e reagentes, gerando menos resíduos".
O emprego de espectrômetros de massas, metodologias de pesquisa avançadas e softwares de processamento de dados deverá resultar em maior eficiência na produção de etanol de segunda geração, favorecendo o biocombustível em termos econômicos, e redução do lançamento de resíduos no ambiente, com efeitos positivos do ponto de vista ambiental.
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